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Vivendo e Aprendendo - Erros e Acertos da EFQN

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Apesar da EFQS ter sido uma grande escola, a EFQN também teve seu quinhão de problemas que foram um bom aprendizado. Foram bem menos problemas desta vez, claro, mas foram diferentes dos que ocorreram antes. Então, vamos ao que deu errado e mais tarde não foi repetido na próxima maquete.

Pressa é Inimiga da Perfeição

A EFQN foi a maquete que eu construí mais rápido. Em termos de 6 meses ela estava pronta, mas teve uma etapa que eu poderia ter esperado. Eu planejei um pátio na parte superior da maquete, que deveria ter sido assim, com dois desvios mortos no lado esquerdo:

Traçado previsto.

Mas a Rio Grande Modelismo não tinha todos os desvios a pronta entrega e a maquete acabou ficando deste jeito:

Traçado construído.

Pode parecer bobagem, mas as manobras foram limitadas pela inexistência deste desvio no pátio superior.D everia ter esperado o desvio chegar, porque uma vez colocado o cenário, não é trivial tirar o lastro e mudar o traçado, por mais que te digam o contrário.

Traçado

Para compensar o erro do desvio que faltou. coloquei um desvio para a esquerda que eu acabei usando para criar um desvio morto para deixar um trem de manutenção, aonde está estacionada a RS-1 branca com o caboose amarelo. Foi um desvio que veio a calhar, porque não havia outro lugar para deixar um trem de manutenção que não fosse ali. Assim, o erro foi no planejamento. Moral da história, se você perceber que dá para corrigir um erro na construção, ou melhorar o projeto, não deixe de fazer isso.

Uma adição em relação ao traçado mostrado na planta e na foto é o desvio oposto a cooperativa, aquele onde se encontra o vagão frigorífico Tião Maia. foi interessante por dar mais uma opção para estacionar vagões, como por aumentar um pouco o segmento reto de linha na estação.

Altura no Cruzamento Entre Níveis de Linha

Um problema que não aparece nas fotos com cenário, porque ficou escondido e só foi percebido depois, é em relação a sobreposição das linhas. A linha que sai da estação a esquerda vira uma rampa, logo que ela entra no túnel, passando bem rente ao piso da parte superior. Para a maior parte do material rodante, como fechados, tanques e locomotivas, tudo bem, mas um guindaste já enrosca ali e segura a composição. O mesmo ocorre na linha em que está a DASH-8 e que desce abaixo do nível superior. Ali o guindaste trava logo depois de entrar no túnel.

Cruzamentos de níveis antes do cenário.

Assim, quando for planejar o traçado, é interessante lembrar a altura do maior vagão/locomotiva/guindaste que vai rodar na maquete, somar com a altura da cortiça e da base de madeira do nível superior. Esse vai ser o espaço mínimo para que as coisas funcionem a contento, assim, basta deixar um pouco mais para evitar problemas.

Outro ponto importante é que raramente em ferrovias reais a linha passa sobre ela mesmo. Fazemos isso em maquetes por economia de espaço e, normalmente, dentro de túneis, para não ficar muito aparente. Mas mesmo assim, se possível, o melhor é evitar este tipo de cruzamento pelos problemas que eles podem causar, não apenas por eles não serem realistas.

Painel de Controle

Na EFQN sobrou um espaço para colocar um painel de controle, como mostra a vista aérea da maquete. Porém, não havia espaço para um controlador propriamente dito. Teria sido melhor ter, na hora de fazer o traçado, ter planejado o espaço para embutir um controlador (como o 5300 da Frateschi) e o painel dentro do cenário, em um lugar longe da linha, ou com a face virada para a lateral da maquete.

Elétrica

Essa maquete pede, melhor, implora, para ter duas locomotivas rodando juntas. Porém, a parte elétrica previa apenas uma por vez, o que limitava bastante as operações. Não é difícil fazer isso em circuito oval com dois controladores. Melhor seria DCC, claro, mas não custaria nada prever mais controladores de qualquer forma, ainda mais que essa maquete foi demonstrada para várias pessoas e seria interessante deixar um trem rodando enquanto se manobrava outro.

Cenário

Essa foi a primeira maquete que eu fiz o cenário. Porém, as pedras e o solo da maquete na parte plana deixaram bastante a desejar. Para as rochas, teria sido melhor fazer um molde de silicone para deixar mais realista. Já para o solo, seria melhor usar uma serragem bem fina tingida de marrom para parecer terra em toda a maquete, ao invés de apenas pintar a madeira do tablado.

Cenário.

Outro erro foi a escolha de cores para as rochas. Hoje, depois de ler alguns livros sobre o assunto, tenho uma ideia melhor para aplicar um fundo claro e depois borrifar uma mistura diluída com tom escuro. Isso por si só já daria uma cara bem melhor as rochas do que o que se vê na foto.

Tablado

Um acerto da EFQN foi na confecção do tablado. Morando em apartamento, era inviável fazer a construção in loco. Isso vale para qualquer um morando em apartamento, diga-se de passagem. Construir o tablado faz muita sujeira, assim, é melhor mandar construir em uma serraria ou fábrica de móveis. Não é uma opção barata, mas exceto se você for um excelente marceneiro (o que provavelmente não é o caso), o acabamento será muito mais elegante do que se fizer em casa. Além de economizar tempo, porque o marceneiro faz isso com um pé nas costas, já a gente leva dias e, como diz o ditado, tempo é dinheiro.

Tablado feito sobre encomenda.

Um único erro nessa empreitada foram os cavaletes para suportar a maquete. O marceneiro fez dois Ts, que apesar de aguentarem bem o peso da maquete, não eram muito estáveis. Se a maquete fosse empurrada, os cavaletes viriam abaixo junto com a maquete. O melhor seriam cavaletes tradicionais, em V invertido, que além de tudo poderiam ser feitos com dobradiça, o que facilitaria o armazenamento atrás de um armário.

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Tags: efqn | escala n | maquete | post mortem

Última atualização em Sex, 14 de Janeiro de 2011 15:34  

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